INVENTÁRIO
DO SENTIR
No fim de
tudo
Resta-me
inventariar os sentidos
E o que
resta pelos cantos perdido
O tacto
marfim das tuas mãos de veludo
Macias
suaves tão brancas e puras
Que ao
tocá-las deixo escapar um gemido
E
suspiram de alívio as mais doces ternuras
Desse
inventário do sentir
E as
contas ainda por fazer
Quase
loucura permitir
Restar
tanto prazer
Assim
inventado
Porém uma
certeza
Da
ausência e do silêncio inventariado
Sobram
afectos de intima pureza
As mãos
num abraço apertado
E a boca
num beijo desajeitado
A pele
que é dos dois
O corpo
arrebatado de desejo
O
instante do beijo
E depois
Sabermos
o que é quimera e química de pele e sentidos
De
abraços e beijos atrevidos
A real
sabedoria
De que
existe esse amor de pele
Escrito e
confessado em papel
E tudo o
resto é poesia
...
musa
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