GRÃO DE MALÍCIA

A minha foto
Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

sábado, 25 de março de 2017

INVADIR-TE

ao Rb…

INVADIR-TE

Foi bom ter-te reencontrado agora
Lembrar as loucuras que já vivemos
Sentir que ainda nos queremos
Sem pressa sem demora
Ocupar o teu olhar
Sem hora

E o fogo mel da tua boca a derreter
Da vontade e do desejo
Enternecido o beijo
Íntimo prazer

Recordar as mãos que já foram dadas
Beijar o corpo na intimidade
E as línguas entrelaçadas
A matar a saudade

A pele dos sentidos em ávido suor
O sexo humedecido excitação
Relembrar que já fizemos o amor
Entrega ternura química paixão

E a cega necessidade de invasão
Quereres de novo invadir-me
Ou tão somente possuir-me
Por doçura e sedução
musa

quarta-feira, 15 de março de 2017

TALVEZ

TALVEZ

Talvez não ame
Outro corpo que não o teu
E nomei as coisas banais
Em gestos loucos de querer
Dos lábios com que declame
Versos que levam ao céu
Estrofes excitantes e carnais
Num poema de prazer
Gélido calor
Ah… e a intensidade
Talvez a síntese do amor
Do olhar a sensualidade
Que faça endoidecer
O gozo áspero das veias
O rubor do sexo humedecido
O íntimo estremecer
A pele que incendeias
O ardor do sentido
O sorriso
O gemido
Talvez o fluido
Uma goticula a escorrer
A prova do talvez
Do que se há-de fazer
A cumplicidade nudez
Entre os lençóis a brancura
Das mãos à estranha loucura
Do silêncio dos porquês
Que fazemos acontecer
musa

segunda-feira, 13 de março de 2017

AMBOS

AMBOS

Anoitecemos ambos
Ungidos de sombras cruas
Formas de luz
A alvura do pano seda
A vestir as mãos nuas
Luminosidade que seduz
Fogo labareda
A incendiar
A noite

A cama o fim da noite
Súplica estendida
Dobras a cintilar
Esmaecida
A brilhar
Cetim

Noite algodão
Engelhada ternura
Carmesim loucura
Carnal em mim
Noctívaga ensombração
No leito candura
Escuridão
Sem fim
musa 

domingo, 12 de março de 2017

EUFORIA

A minha mão
No teu sentir
Escondidos os sentidos

Vontade a cumprir 
Sentimos desejo
Harmonia 
A doce sensação de existir
Profanos gemidos
A excitação do beijo
Ao gozo rendidos

Sintonia 
Tremulo endurecer
O súbito prazer
A libido euforia
Secreto querer
A louca tentação
Em fogo magia
Divinais segredos
Sensuais os dedos
Amor paixão
Ensinam a húmida poesia
...
musa

sábado, 11 de março de 2017

FOGOSIDADE

FOGOSIDADE

Há nas memórias
Um jeito antigo de te cativar
Um caminho pelo teu olhar
Onde deixamos algumas histórias
Por terminar

Atrás do tempo num espelho
Vestida nua de vermelho
De cetim a vibrar
Em sedução

A viva fogosidade
Do tecido a roçar
Temperamental intimidade
Carnal sensualidade
Pura excitação
Doido ofegar
Da pele e mão
Ao prazer

Do beijo ao querer
Sentir desejo
Estremecer
Loucura

Rubra tortura
Da flor fogosa
Húmida rosa
Apetecida

Convida
musa 

quarta-feira, 8 de março de 2017

MULHER

MULHER

Eu sou a Mulher
Inspiradora
Sensível
Sonhadora
Sensual
A mulher carnal
Templo desejo
A mulher virtual
Sentir ensejo
Intimidade
Sedução
Passional
Tentação
Mulher poesia
Em floração
Melancolia
Orgasmo flor
Humidade
Altar amor
Cumplicidade
Gemido
Gozação
Sentido
Paixão
musa

terça-feira, 7 de março de 2017

GOZO PERDIDO

GOZO PERDIDO

Na ponta dos dedos
Soletrar o verbo vir
Manejar a língua como um sabre
Como quem as pernas abre
Ao prazer de sentir
E de querer a existir
A endoidecer queima e arde
O fogo e a loucura
A doce tortura
Da excitação
Do poder da mão
O corpo todo a estremecer
Húmido carnal
E de beijos derreter
O desejo metal
Duro e latejante
A fogueira do sentido
O rumo perdido excitante
Da dança do amor
O tímido amante
Secreto escondido
Discreto rendido
Ao beijo esplendor
Do gozo entumecido
...
musa

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

DAREI O MEU CORPO

DAREI O MEU CORPO

"Que importam as saudades quando o silencio é a menor de todas as profundidades do sentir na maior ausência consentida"

Darei o meu corpo
A amar a outros homens
Que não seja amor
Mas a intenção
A insustentável excitação
De um grau menor
Nos cânones do desamor
Pelas leis da sedução
Deixarei que a pele dos sentidos
Seja amada
Na doce fruição
Seja tocada
De paixão

Que o amor o tome
Moldado e carnal
De silêncio e de orgasmos
Que o amor o dome
Intimo sensual
De murmúrios de gemidos de espasmos
Todo corpo dado
Entregue
Provocado
Húmido suado
Que a boca o pegue
E em ambas as mãos amado
Rendido e perdido
Convulso sentido
Dado traído
Todo o corpo oferecido

Dádiva pulsão
O corpo vivo
A gritar saudades
A soluçar castidade
A lembrar cumplicidades
E a memória intimidade
A única razão
Do sentir

Darei o meu corpo por prazer
Por tesão
Por querer
E um único senão
Que o façam estremecer
No meu corpo mando eu
E sei o que quero ter
Sensível e meu
...
musa

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ESCARLATE

ESCARLATE

Tanto vermelho
Para cobrir-se de ânsias
Em pousio no olhar
De rubro entardecer
No mar tímido espelho
Em profundo naufragar
Maresia a espalhar fragrâncias
Boca a morrer o prazer
Das pedras onde a água bate
As ondas a bailar a espuma
No horizonte tingido de escarlate
As vagas uma a uma
Tanto o cio como o querer
No corpo todo humedecido
Nos lábios doce gemido
Do matiz encarnado
Quase a derreter 
Tanto beijo pedido
Tanto gozo sentido
Com sabor a pecado
E tanto fogo a arder
Em incendiada mão
Tanta loucura excitação
Demorada chama ardente
A pele avermelhada
Suada e quente
Pelos caminhos do amor
Carente envergonhada
Em tímido rubor
Apaixonada
musa

domingo, 19 de fevereiro de 2017

FAZER AMOR CONTIGO

FAZER AMOR CONTIGO

Penso em ti
Desejo-te
Quero-te

Sussurras o silêncio quieto
Lassitude ausente
Murmúrio discreto
Proposta indecente
Enlaças o peito em apertado abraço
E na boca húmido beijo  
Derrete como aço
Em fogo de paixão
Incendeia excitação
Arde a sedução
As mãos a estremecer
A loucura da mão
Em dança de prazer
Revolve o olhar
O pensar e o sentir
Invoca a penetrar
Dissolve-se no quase vir
Em vaivém de corpos ardentes
Húmidos e quentes
Num orgasmo a convergir
Como estrelas cadentes
Prestes a explodir
Em louca gozação
Doce rendição
Nos lábios beijos e gemidos
Gozo dos sentidos
Louco torpor
Pura fruição
Amor
...
musa

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A SESTA

A SESTA

Para ti meu amor
Quando depois do amor adormecemos
No leito do amor em que nos demos
E ficamos um instante abraçados
E todo corpo desfalece
Sem de facto sabermos
Que assim cansados
O amor acontece

Fazendo do meu peito teu leito
Ou do teu peito meu leito
Os dois enternecidos
Embalamos sentidos
O sono eleito
Dos vencidos

São só uns minutos a vibrar
A pele do sentir ainda a ofegar
Nos teus olhos ainda humedecidos
O amor a cintilar
Tanto prazer

E sabes meu amor meu bem querer
Que assim adormecendo no teu abraço
Envolve a alma em profunda intimidade
E nessa sesta de sensivel cansaço
Embalamos serenidade
Sossegamos saudade

Vamos para além do espiritual
Em união e sintonia
A nossa cumplicidade
Tão intensa e tão carnal
É prece pulsão poesia
O sono reparador
Oração de amor
Felicidade
musa 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

MUSA


LOGO ALI

LOGO ALI

Olhaste nos meus olhos
E perguntaste
Até quando
Vais envelhecer
Em mim
Olhaste sem ver
Corpos flutuando
Num encaixe perfeito
Deitado no meu peito
Dois rios parados
Dois seios nevados
Dois lábios carmim
Margens de beijos a correr
No vale logo ali
Águas profundas leito eterno
E os dias que perdi
Tempos inventados
Verbos em que te afundas de prazer
Versos inspirados
A demorar inverno
E um sentir a mais por escrever
No cais da alma fugidia
Perguntaste pelas memórias do caderno
Mas só encontraste poesia
...
musa

CHÃO DE FOGO

CHÃO DE FOGO

Entre
as minhas
pernas
Húmido vale
Gozo abrigo
Fonte loucura
Luxuria sentir
Chão de fogo vontade
Escarpa onde trepar
Leito onde invernas
Prado rubro carnal
Em incendiado olhar
De intima cumplicidade
Onde sacias teu querer
Em seio tortura castigo
Ternura endoidecer
Onde me invento contigo
Tremulo vir
Fazendo estremecer
As mãos doces e ternas
Desbravando intimidade
No capim fogo saudade
Do vento a gemer
...
musa