GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

terça-feira, 27 de junho de 2017

DUETOS DE SENTIR

Por amor à POESIA...


DUETOS DE SENTIR

“Querer e não te poder ter,
É um jogo insano
De te estranhar e não te sentir,
Este jogo do amor,
Que anda entre ti e mim
Como areia na praia,
Sem cessar,
Que voa
Quando estou entre os teus braços
E parece se deter
Quando não te tenho.

Olha essa areia
Olha o nosso tempo
Não se detém
Os nossos momentos voam
Como pombas ao amanhecer,
Amanhã pode ser que não me queiras,
Amanhã posso ter desaparecido.

Por isso
Não te detenhas meu amor
Faz este instante memorável,
Faz este segundo perfeito,
Que não seja em vão,
Que não seja em um vazio,
Para que eu não te esqueça,
Para que tu não me esqueças.

Por isso
Agarra com força a minha mão
Aperta forte
Não a soltes
Enquanto dura este trecho do caminho,
Para que
Quando que recordes,
Quando eu não esteja,
Possamos levar
Ao rosto as nossas mãos
E a fragrância
Do aroma deste amor
Nos faça recordar,
O que tu e eu vivemos,
O que nos amámos.

Beijos
J.”

A poesia de sentir quando as palavras fazem pontes de tempo e silêncio entre versos de sentidos com a fantasia do amor...

Dos jogos entre fragrâncias de um verso
Entre querer e não poder ter
Insanos prazeres estranhos de prazer
A escorrer de palavras como areia de sentir
Do sentimento inverso
O esperar e o partir
Onde o tempo parece entardecer
Numa praia de sentidos
O amor um areal de pele
Vagas de endoidecer
Entre sussurros e gemidos
E versos de seda em papel
Das mãos que nunca demos
A humedecer olhar
Murmúrios segredos remos
Na doçura do beijar
Lábios de tentação e maresia
Rios suor mar
Os nossos caminhos cruzados
Em desejo amor e fantasia
Perdidos no tempo
De silêncio e ousadia
E dóceis pecados
Em poesia
...
musa

“Deixa-te levar pelo que sentes,
Acaricia com as tuas mãos a minha pele,
Suspira-me versos ao ouvido
E presenteia-me com o teu prazer…
Uma e outra vez…

As gotas de água,
Saem da tua boca,
E deslizam pelo meu corpo
Deixando gotas de paixão
Fazendo regos doces,
Sobre a minha pele,
A sensação de calor faz-me estremecer,
Deixo-me levar…

O desejo faz melar em mim,
E sinto-te…

Estás aqui nua por cima de mim,
O calor da água é o teu corpo,
A humidade é do teu sexo,
A paixão nos teus dedos,
Fecho os olhos.

Abandono-me a esse momento intimo,
Em que és tu que estás comigo,
Acaricio a tua boca,
Encho-te com o meu sexo,
E sentes …

Beijos
J.”

Ao estremeceres em vagas profundas
Na imensidão do deserto de um abraço
Na profundidade que esperas encontrar
Ao percorreres de saudade o corpo de cansaço
No sombrio e liquido olhar
Nas dobras da pele onde te afundas
Quando pescares segredos e sentir
E num vaivém e doce vir
Encontrares o grito encerrado
No fundo desassossego da língua em movimento
Nos lábios cerrados de desejo
E todo corpo arqueado
De excitação e estremecimento
Se render ao suspiro de um beijo...
musa



“Acariciando a tua pele,
Percorrendo cada poro
Do teu corpo desnudado.
Vibrando com intensidade,
Ante a cada carícia.
Abres os teus olhos,
Da cor das esmeraldas
E olhas-me.
Posso ver o desejo
Reflectido em ti.

A perdição do meu amor
Reside
Nos movimentos das tuas pálpebras,
Dos teus lábios,
O vagar das tuas pupilas
Quando falas,
Quando ris
E quanto te fixas em mim.

Sonho-te e toco-me,
Penso-te e sinto-me,
Acaricio-me e estás presente…”

Sou o poema a moldar-se forma em verso do teu querer...

“Com a alma em flor,
Acendendo as luzes
Do meu coração…

Uma suave carícia
Passa pela minha vida,
Desejo,
Sinto e quero...

O sabor dos teus beijos,
O calor da tua pele,
O cheiro do teu ser
E são tuas as mãos
Que me acariciam...

O meu corpo,
Os teus peitos,
O teu sexo
E só então
Quero sentir que tu...

Estás em mim.

Beijos
J.”

musa & J.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

DO VERSO AO PRAZER

DO VERSO AO PRAZER

ao João...

Desconhecido o prazer
Aquele que as palavras têm no sentir
Que os olhos parecem proibir
Prazeres insanos por escrever
Olhares estranhos que fazem estremecer 
Versos que da imaginação podem consentir
Poesia de loucura
Da pele do poema que há em mim
Melancolia e doçura
E uma sedução sem fim

Reticências de sentidos
Seda macia cetim
O pano cru das mãos a ferver
A desvendar murmúrios e gemidos
A sussurrar caminhos escondidos
Onde lugares perdidos
São gozo e tentação
Do olhar a excitação
Ao trémulo render
Do intimo desejo
Que faz apetecer
O doce beijo

E a louca entrega
Magnânima sensual
Do esplendor carnal
Anima sideral
Ao endoidecer
A pele humedecida
A alma assim sentida
A pequena morte e o querer
Num grito de vida
...
musa

quarta-feira, 14 de junho de 2017

PARA SEMPRE

PARA SEMPRE

Um dia seria o fim
Nada existe para sempre
Nem eu nem tu nem parte de mim
O corpo a pele o olhar a mente
E os sentidos em frenesim

Difícil será esquecer
Esta vontade assim
Este grito intimidade
O silêncio de amor
A travessia de saudade
O desejo vadio a transpor
Margens infinitas de prazer
Um rio de profunda saudade
A nossa eterna cumplicidade
A loucura de querer

Sempre mais e mais
E eu vou e tu vais
E os dois vamos a correr
Perdidos na correria
Como se as mãos tivessem que escrever
A mais pura intensa e bela poesia
musa 

PARA TI MEU AMOR


PARA TI MEU AMOR

Cheguei aos teus braços
Com metade da vida já vivida
E muitos sonhos alinhavados
Nas dobras do esquecimento
Raízes em fel enredadas
De uma memória de cansaços
Arrancadas do chão
Em súplica e sofrimento
Palavras de uma escrita antiga
Gravadas no memorial do tempo
Velhos despojos de pedras tombadas
A tangível luz quebrada na cintilação
Talvez no teu olhar escondida
A pedra basilar da excitação
Uma arqueologia carnal perdida
Ou somente as mãos cansadas
De como eu sombra a vaguear
À procura de um peito aberto
Um corpo inteiro por sentir
Um jardim meigo e secreto
Onde o amor possa existir
...
musa

MÃOS QUE FALAM

MÃOS QUE FALAM

As tuas mãos falam
Na vez da voz do teu silêncio 
Rompem na pele anseio e sentir
Sussurram as pontas dos dedos
Contam de inquietos segredos
Desabrocham a rosa a querer florir
As tuas mãos são palavras vivas
São gemidos semeados em chão de sentidos
São mãos irrequietas e furtivas
Roubando orgasmos e bramidos
São quentes e impulsivas
Declarações secretas de amor
E de louca intimidade
São ternurentas e atrevidas
Conduzem a boca ao odor
Em loucura e cumplicidade
Em gosto gozo sabor
Por caminhos de saudade
Vadiam em silente pensamento
E silenciosas conversas
De paixão e entendimento
Falam a linguagem das promessas
O dialecto do sentimento
...
musa

AGORA

AGORA

Esta vontade
Que chega do nada
Explosão de sentir
Agora saudade
A pele guardada
De fluidos sentidos odores
De gozo querer fruir
A essência inquieta aveludada
De gestos movimentos torpores
Como torre a ruir
Lagrimas em escombros
E o infinito dos teus ombros
Das mãos e dos cansaços
A ausência dos teus abraços
A dar sentido à nulidade
De um zero maior
Como se a preencher todos os espaços
Coubesse a intimidade
Do nosso amor
E fingimos amar pelos dois
No agora e depois
...
musa

terça-feira, 6 de junho de 2017

VEM À TERÇA-FEIRA

VEM  À TERÇA-FEIRA


Vem à terça-feira despir-me a alma
Para vestir-me de sentir


Furtivo fauno do génesis e da memória
A caçar ostras no mar fundo do olhar
Num estremecer de tanto vir
Profundo desejo de mil cervos cativos
As mãos a condecorar de amor e glória
A honrar encanto e porvir
Como mil gazelas a cavalgar as ancas
A hastear gozos e a arfar em vagidos
Orgasmos a cavalgar de crinas brancas
Os olhos a cintilar de tão humedecidos


E o rosto exausto e abandonado
E todo corpo arqueado
Seios entumecidos


No vale esquecido o rio a correr
Como no calendário de todas as terças-feiras
Águas tumultuosas de líquido endoidecer
Chama acesa de todas as fogueiras
Vem à terça-feira por querer
Os olhos em fogo oferecidos
De combustão e de prazer
De excitação e de gemidos
De pulsão e de sentidos
musa

terça-feira, 25 de abril de 2017

ÍNTIMA LIBERDADE

ÍNTIMA LIBERDADE

Adivinhando dois Cravos querendo
Dividir em que fica o amor à liberdade
Dois seios nos olhos do desejo crescendo
Como se o verso fosse a mão tocando intimidade

Discreto o decote rubro gozo escondendo
Segredos em duplicado e doido sentido
Que a boca já o tem como prometido
A língua em círculos a flor lambendo

Que a poesia do olhar rima com excitação
E a liberdade quer-se poema com algum prazer
Poder-se escrever com os olhos da mão

Dois Cravos de liberdade em loucura sensual
A encarnada saudade do seduzido viver
A livre intimidade tão louca tão carnal
musa 

sexta-feira, 31 de março de 2017

AONDE VOA O PENSAMENTO

AONDE VOA O PENSAMENTO

Dar-lhe-ia umas asas
Se ele quisesse ir mais longe
Nas memórias ternurentas que ficam a esvoaçar
Perto da alma aonde têm lugar
Os abraços sentidos
Os olhos humedecidos
Quando a relembrar
Penso em ti

A tua voz cântico do meu silêncio nas veias a correr
Um rio de riso aonde me fazes aprender
Velhas canções e sonhos antigos
E voamos a pele de prazer
Resgatamos corpos da saudade
E paramos o tempo
A cada segundo de intimidade
Ficamos mais perto
Em pensamento

A insustentável leveza da sensível utopia de viver
Magnânimo infinito secreto
Aonde aprendemos a ser
Palavras de um único verso
O poema de querer
O mais pequeno da poesia
Que ao ouvido se possa escrever
Talvez um dia
Eu ouça dizer
AMO-TE
...
musa

quarta-feira, 29 de março de 2017

TUA FOME

TUA FOME (28 Março)

Alimentas-me de amor
Como se a terra inteira
Fosse a fome
Geograficamente cartografada
Na imensidão a canseira
De norte a sul caminhada
Intimamente
E o sol o garanhão
O galope e o furor
A pele acetinada
O fogo a encobrir
A doce excitação
O torpor
E para lá do horizonte
A luminosidade a tingir
A silhueta do esplendor
Onde dorme
A fonte
O orvalho a cair
Na mão fechada
Sacias a tua sede de poesia
E todo o sentir
Na boca o entardecer
No olhar a melancolia
Na claridade o amanhecer
O alimento fantasia
Em chão de prazer
Um instante do dia
...
musa