GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CONCHA NEGRA

Os teus pés
Dedo a dedo
Irei chupar com enlevo
Desmesurado
Ao fundo dos teus pés
Mastro erguido orlado
De velas rendas cordas do convés
Onde te prendas de lés a lés
E possas ancorar no meu rio
Ondular no meu cio
Vela erguida
Doce ardente
Água vertida
Docemente
Sentida

Concha de renda
Guarda segredo
Em negra doçura
Mel arvoredo
Doida loucura
A humedecer
Descoberta
Despida
Escorre prazer
Da concha secreta
Desabrida
Desperta
Estremecida
Aos pés oferecida
A endoidecer
musa

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pour LANGOUREAU Gilles

CHERCHEUR D’OR…GASMES

Doux affamé d’une âme avide
Ma peau plaine inquiétante nue
Perdu dans la sueur brulant acide
Aux chemins caresses d’une seule rue

Tu vas vers mon corps troublant soufflée
Ruée aveuglement de charme désir
Ma peau mon âme tendrement aimée
Mon chercheur d’or rivière plaisir

Sous un bleu ciel tes yeux joui d’amour
Ambitieux chercheur d’orgasmes délirants
Entre tes mains poussent des cris glamour
Le meilleur chercheur de tous mes amants

Trouve des parcours
Chercheur d’orgasmes brillants
Dans milles velours
Déchirés flambant
La fleur envoutée
Ne me laisse pas volée
Mes rêves mes espoirs
Tous les comblant soirs
Fais-moi sentir
Luisant pépite
Fais-moi devenir
Que certains décrivent
Comme un doux mythe
Mais peu arrivent
A trouvée en moi
La juste loi
Mais que tu arrive
A me faire sentir
Puisque dans tes mains
Dans ta bouche ivre
Tu me fais jouir
Troublée dansant
Gâtée enfant
Pleine désir
Amant
muse

DÓCIL FELINA

Corpo de mulher excitada
Dócil felina cio doçura
Selvagem ternura
Fêmea delicada
Doce loucura
Provocada
Ardente
Desejo
Todo corpo insustentavelmente quente
Na leveza estonteante húmido beijo
Delirante sentido inconfidente
Onde silenciosa rastejo
Na tua mente
Farejo
Almejo
Ser

Fogo das entranhas da terra estremecendo
Cuspidas de lava cio e carícias a florescer
Nas mãos suave excitação derretendo
Vulcão pele suada de fluidos humedecida
Nas chamas do desejo em faúlhas arder
Permitida convulsão penetração consentida
Do olhar ao abraço do beijo ao prazer
musa

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PROVA-ME

Em contornos vontade corporal
Retornos duma utopia de sentidos
Magistral poesia de imensos quereres
Trazendo maresia de cheiros intensos
Densos dizeres cios incontidos
Prova-me desejos devaneios
Instantes beijos furtivos
Suaves doces enleios
Acometidos

Lambe-me a pele na ponta da língua afiada
O gume santificado do desassossego pervertido
Num eixo de êxtase em gravidade ousada
Percorre-me o corpo num só sentido
Sorve-me adentro fluidos espessos
Faz-te margem leito do meu rio
Nos teus dedos largos possessos
Enche-me a alma o todo vazio
Desagua-me com calma
Prazer escorregadio
Mão me acalma
Onde me sacio
E fantasio
A alma

O querer inteiro submisso prazer
Derradeiro sentido a me provar
Com todos teus gostos despertos
A pele poro a poro a endoidecer
Com todos teus desejos secretos
Onde sacio todo este amar
Provando-me no teu querer

De mim te saciar

musa

terça-feira, 5 de abril de 2011

MIMO ABRAÇO

Nasce a madrugada dum abraço
A pele sulcada dum terno cansaço
A noite feita dia de suaves carícias
Afáveis mãos lavrando doces delicias

Num mimo de abraço rompe claridade
Desperta o corpo adormecido
Loucura docilidade
Meigo sentido
Fragilidade
Dolorido

O teu abraço na minha pele ardente
Fecundidade do claro dia
A noite inebriante
Aconchegada
Fantasia

Clareia em mim o amor tido
Ainda frenesim trepidante
Um murmúrio no ouvido
Um sussurro um gemido
Um abraço de amante
Pele com pele consentido
Já a noite vai distante
No escuro destemido
Há um brilho diamante
Um olhar agradecido
Um esgar indefinido
Apaixonante

Esse teu abraço
Feito dum só laço
No esteio dos meus ombros
Suporte dos escombros
Dum amor agitado
Feito de meiguices
Corpo e mente adorado
De fogosidade
Quentes gulodices
E muita saudade
Amor abraçado
Aperto liberdade
Abraço amado
Imensidade
Sensibilidade
Mimo abraço dado
Felicidade
musa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

DAMA DE VERMELHO

Molde de seda carmim
As tuas mãos derretendo em mim
Chapéu de fita vermelha
Como quem ajoelha
Aos pés dum altar
Em vénia santa
Para orar
E canta
Desejo

Tua deusa dama de vermelho
Clama por um doce beijo
Tímida mulher poesia
Outonal festejo
Fantasia

O corpo elegante encarnado
Moldando os seios em tesão
Revela contorno acetinado
Do veio onde se esconde doido vulcão
Escorre mel lava cio açucarado
A flor húmido vermelhão
Cratera dominação
Sumo pecado
Alucinação
musa

domingo, 3 de abril de 2011

DESPERTAR

Derme iluminada
Voile tule seda
Cambraia fina
Pele acetinada
Silhueta divina
Musa deitada
Corpo menina
Sensual excitada
Suave vagina
Lubrificada
Em seu despertar

Carícia a carícia
O gozo a chegar
Clitórico sentido
Desse dedilhar
Quase proibido
Ousando pecar
Convidativo
Doido pulsar
Sensitivo
Acariciar
Consentido
Despertando
Humedecido
Vibrando
Doido afagar
Amando
Poro a poro
Pele com pele
Em mim devoro
Todo esse mel
Escorrendo
Vertendo
Derretendo
musa

sábado, 2 de abril de 2011

PALAVRAS HUMEDECIDAS

Confesso o banho do pensamento
O verso escrito na água morna
A pele aroma emolumento
Corpo banhado na dorna
Espuma gratificação
Prazer vivificado
Poesia paixão
Meu pecado
Poema

A água perfumada alfazema
Velas a arder baunilhadas
No fundo da tina sal-gema
Rimas d’água purificadas

Que delicia poetar
Num banho de espuma
Na morna água escrevinhar
Rimas uma a uma
Até ao verso feito
O poema sentido
Nesse banho eleito
Meu doce abrigo
Descanso perfeito
Cansaço vencido
Medo desfeito
Gozar desse jeito
O poema molhado
Palavras humedecidas
Orgasmo provocado
Nas águas aquecidas
E voltar a escrever
Com a pena solta
O tanto desse prazer
Que morna água traz de volta
Na banheira de espuma
Escrevo meus sentidos
Uma vela perfuma
Pensamentos tidos
Poesia humedecida
Um chá de jasmim
Uma mão consentida
Rima de versos em mim
Louca fantasia
Doce poesia
musa

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ohhhhhhhhh... afinal foi engano...

SOLICITUDE

Convulsivo orgasmo
O gozo da fusão alvorecer
Entre um gemido um espasmo
Fundidos na união desse prazer
O corpo dois em um e o gozo pleno
Entre gritos rugidos balidos e sussurros
Deixamos o sentido a alma o corpo terreno
Fronteira dos olhares além dos beijos e dos urros
Onde se perde profundo deliciar desse encontro sereno
Sobre o leito avesso sem rumo enfurecidos
Provamos ardente néctar de nossos fluidos
Bebemos do corpo e alma profanos sentidos

Ah!... essa penetração saudada em ritmo
Cavada nos sulcos da vontade acolhida
Erecta desfolhada em líquido espumante
Nosso brinde à flor da pele entontecida
Botão de amanhecer burilado amante
Das flores do canteiro onde cresce vida
Em dança de membro e vulva valsando
Entranhados solo e raízes dançando
No palco dos nosso sentidos amando

Nossa solicitude
Despertando
Terna inquietude
Desabrochando
Doce virtude
Deleitando
Membro e vulva
musa