GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

segunda-feira, 5 de maio de 2014

TEMPO ORALIDADE

TEMPO ORALIDADE

20:44 António F.
Demora-te nos teus beijos
És o meu arrepio da pele
Na fonte dos meus desejos
Pendura-me num fio de mel

musa 20:47
Demorada em beijos de boca
Quase doce arrepio sofreguidão
Deixas-me quente trémula louca
Desejo fonte mel excitação

20:48 António F.
Desmaia na minha língua com o teu mais forte orgasmo
Faz dela a passadeira

musa 20:49
Há um desejo frémito mingua
Delírio trépido espasmo ternura

20:50 António F.
Onde deitas a tua loucura

musa 20:50
Nessa tua boca trepadeira

20:50 António F.
Escorrerá o mais doce mel
vindo da tua boca ameixeira
o sumo secreto da tua pele

musa 20:53
quero roubar tua inquietação
em obstinado desejo
desassossego da tua mão
a começar no teu beijo

20:54 António F.
podes levar ela é tua
trata-a sempre com carinho
basta imaginar-te nua
e ela segue o teu caminho

musa 20:57
direção firmamento querer
sois estrelas e ainda a lua
um horizonte de prazer

20:58 António F.
quando a minha é toda tua

musa 20:58
nudez minha e tua a derreter

20:58 António F.
na fornalha da partilha
até os lençóis parecem gemer

musa 21:00
faço da tua mão da barca a quilha

21:00 António F.
quando tu me montas teu olhar brilha

musa 21:00
a flor que a tua boca espartilha

21:01 António F.
é pulso vibrante musical

musa 21:02
possante telúrico carnal

21:02 António F.
invasor da gruta sagrada

musa 21:03
altar de vontade profanada

21:04 António F.
dilata as paredes escorridas

musa 21:06
nas tuas preces proibidas
teus doces devaneios

21:07 António F.
a vontade já é imensa
de penetrar nos teus meios

musa 21:09
loucura profunda intensa
invade tortura meus seios
de desejo enlouquecida

21:10 António F.
perco-me nos teus enleios

musa 21:11
sussurram beijos sonoros
em doçura atrevimento
humedecem na pele os poros

21:11 António F.
em cada suave movimento

musa 21:12
provocas estremecimento

21:12 António F.
algo escorre perna abaixo

musa 21:13
há todo um corpo arder

21:14 António F.
o suor inunda os poros

musa 21:14
sinto teu chão por debaixo
ouvem-se das caricias coros

21:15 António F.
beija-me na boca meu amor

musa 21:15
chegados a um céu florido

21:16 António F.
esfrega os teus lábios nos meus
goza o sentido

musa 21:16
a língua agita-se pendor
são delírios teus
suave véu tomba de luzidio
o fio que conduz a doçura do mel

21:18 António F.
um fio de saliva onde penduras o desejo

musa 21:19
no teu olhar demolidor
que tanto me castiga

21:20 António F.
a fonte do teu calor

musa 21:21
que o teu sentir me obriga
a amante beijo

21:22 António F.
poeta desejo

musa 21:22
poeta sedução

21:24 António F.
amante de coração

musa 21:24
amante tesão

21:25 António F.
poeta conquistador

musa 21:25
doce sedutor

21:26 António F.
ao serviço dos teus desejos

musa 21:26
na poesia dos meus beijos

21:27 António F
nos bicos das tuas mamas

musa 21:28
botões rosados de tugida excitação

21:30 António F.
beijo-tos quando tu me amas

musa 21:31
surpreendido delírio emoção

21:44 António F.
gemidos de uma canção

musa 21:47
és incansável... serás somente poesia...

21:48 António F.
ou uma tarde de sonho

musa 21:49
ou do poema demónio
do meu contentamento
em fogo lento de sentir
serás mais do que uma fantasia

21:51 António F.
um sonho por realizar

musa 21:56
um verso do verbo amar

21:57 António F.
um verso de penetrar

musa 21:57
um verso refrão
demoníaca excitação ... para...

21:58 António F.
os quadris na mão

musa 21:59
és alucinação

21:59 António F.
na loucura do momento

musa 22:00
perdura o tormento

22:00 António F.
prolongando o prazer

musa 22:01
és a minha tentação

22:01 António F.
e também o sentimento
tu serás a minha Deusa
no altar do firmamento

musa 22:04
sacrifício divino

22:05 António F.
minha Musa Renascentista
Um solo de violino
nos dedos de um artista
procuram teu enlevo
procuram a tua pista

musa 22:09
tu sabes onde me encontrar...

22:09 António F.
no meu sonho mais secreto?

musa 22:10
na intimidade do teu desejo
na cumplicidade do teu sentir
na sensualidade do teu querer
de um instante desperto
pelo teu olhar

22:13 António F.
se me permitires a ousadia mando-te uma foto do meu tesão...
para veres como eu fico quando penso em ti...

musa 22:13
não...

22:14 António F.
adivinhava essa resposta

bj bj bj até amanhã
….

musa & AF

HÁ...

HÁ...

Há ainda os lençóis engelhados
a cama desfeita

traços de desassossego húmido

contornos de corpos suados
a pele insatisfeita
olhares cansados
a mão que ainda enfeita
o sexo túmido
inquieto
tesão

o desejo descoberto
na flor da excitação
por desabrochar
beijo desperto
a querer
calar

teu gozo tremente
a pele orvalhada
no capim lençol
a cama quente
a boca fechada
o olhar farol
as mãos guiando
ao beijo proibido
a derreter o sentido
fogo provocando
loucura prazer
a pele a estremecer
sensualidade
excitada

há um grito abafado
um aperto de mão
a cama engelhada
os lençóis amarrotados
por um gozo sedução
de dedos entrelaçados
depois do amor
os corpos extenuados
ardentes afogueados
de tanto calor
há ainda a cama desfeita
de um desejo cumprido
a vontade que aceita
um único sentido

um prazer escondido
no lençol desfeito
um beijo perdido
nas dobras do peito
no ventre no umbigo
no lugar onde me deito
abraçado contigo

musa

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ENTARDECER PROIBIDO


havia sol e nuvens rondando
o corpo em demorado prazer
os teus lábios beijando
a pele a estremecer
segredos gemidos
proibido entardecer
mistérios sentidos
o ventre a tremer
fizemos os dois
acontecer

e ainda depois
vieste como a claridade
em entrega sensualidade
a tarde empalidecer
o olhar endoidecer
na intimidade
desfalecer
cumplicidade
intenso prazer
louca humidade
da tua boca
no meu cio

e como um rio
a tingir o dia
de rosados tons
no azul do céu
desmaiado sombrio
de luz magia
murmúrios sons
o teu olhar no meu
em doida fantasia
entre as coxas quentes
lavraste desejo
de caricias indecentes
em crepúsculo beijo
demorada excitação
em dança da mão
até ao ultimo grito
o orgasmo intenso
o corpo hirto
o sentir imenso
de um sol a pôr-se
em húmido horizonte
entre as coxas a fonte
do prazer maior
onde acontece o amor

musa

terça-feira, 29 de abril de 2014

DANÇA DE EROS

DANÇA DE EROS

perdi as minhas mãos no jardim da tua pele
esvoaçaram borboletas erotizando caminho
era Eros que espreitava nossa dança corcel
volteio de caricias meladas de doce carinho

dançavas meu corpo em entranhado desejo
num vaivém movimento investidas vontade
eram passos de dança desprendida do beijo
às voltas excitadas em rodopio sensualidade

a dança na boca nas mãos no olhar entontecido
todo o corpo entregue balançando serenidade
em dança convulsiva de um todo contorcido

o sexo recebendo e dando-se a essa loucura
a magia da dança colmatando orgasmo vontade
onde desejo e sentir e movimento ainda perdura

musa

segunda-feira, 28 de abril de 2014

CONVITE

CONVITE

Chamo a noite a um paraíso demorado
Um caminho de luxuria e prazer
Na passerelle um céu estrelado
Que deixa olhar entontecer

A lua vai abrir o glamour da sedução
Pejando o palco de máscaras douradas
Acendendo olhares à excitação
No brilho aceso das capas acetinadas

O gozo do mistério atrevido
Na timidez sensualidade
Escondendo o proibido
Sentir intimidade
Doce sedução
Cumplicidade

A festa comece então…

musa

domingo, 27 de abril de 2014

SAUDADES DAS TUAS MÃOS

Ainda hoje
Surgem as tuas mãos de pequenos nadas
Nas costas quentes suadas
Poisam silêncios e saudade
E gritam a sensualidade
De despertada sedução
E nessas alvoradas
De loucura e prazer
Fazem a pele estremecer
Doçura excitação
O corpo desfalecer
Saudoso e quente
Morrendo de vontade
Como quem consente
Essas mãos ter
Em louca saudade
Deixar se beber
Impulsividade
Pelos teus dedos
Sentir
Sensualidade 
Sorver
Em carícias trementes
Acordando segredos
Húmidos quentes
Doces apertos
Desejos despertos
Nas mãos escaldantes
Beijos lambidos
De gozo atrevidos
Fazemos nos amantes
De fogo sentidos
Nas tuas mãos labaredas
Deixas nas minhas costas fogueiras acesas
Provocas chamas gemidos
Ficamos os dois perdidos
Amamo-nos rendidos
Ao prazer ao calor
As tuas mãos no meu corpo amor
...
musa

sexta-feira, 25 de abril de 2014

FLOR DO TEMPLO



leva lhe palavras
como oferendas
o odor da vulva prece
ao templo em flor

velas de lótus acendas
pétalas de perfumado odor
a pele entontece
húmida magia
o corpo desfalece
o verso da poesia

no ventre da oração
deposita um beijo
acende excitação
na flor desejo
da tua mão


musa


DUO AO TEMPLO EM FLOR

Leva-lhe palavras
Poeta que lavras
Que tratas as fendas como oferendas
O odor da vulva prece
É perfume que engrandece
Oferta certa de amor ao templo em flor

As velas de lótus acendas
Falo de vontades, oferendas
pétalas de perfumado odor
Lábios grandes, pequenos, calor

a pele entontece
húmida magia
o corpo desfalece
No verso da poesia

no ventre da oração
deposita um beijo
acende a excitação na flor do desejo

Na palma da tua mão
Hás-de guardar o segredo
O aroma do tesão
A humidade do penedo
...
musa & António F


quinta-feira, 24 de abril de 2014

DUO PRAZER

Quando fecho os olhos
sinto as tuas mãos
que percorrem o meu corpo
Quando fecho os olhos
sinto o calor do teu corpo
colado no meu
Quando fecho os olhos
sinto a tua língua
que percorre o meu peito
a forma como mordiscas
o meu mamilo
Quando fecho os olhos
sinto os teus dedos
a percorrerem o meu abdómen
Quando fecho os olhos
toco-me, acaricio-me
vibro com o teu desejo
quero-te em segredo
gemo
como se a tua boca
a tua língua
me proporcionasse
o mais louco
dos orgasmos
João Carlos Aleixo
em "Devaneios"

Quando fecho os olhos
Sinto a tua respiração
Que faz estremecer
Loucura excitação
Em ondas de prazer
O peso da tua mão
Abrindo caminho
Em meiguice e carinho
Estala a pele a tremer
Trilhos de sedução
Em orvalho humedecido
Pousa na haste erguida
Provocando um gemido
Pela mão atrevida
Quando fecho os olhos
Deixo-me ir
Doce entrega
Aos teus devaneios
Caminhada cega
De encontro aos teus seios
Deixo de ser eu
Instantes divinais
Subimos ao céu
Momentos carnais
O corpo e a alma e o tesão
Em danças sensuais
Acordamos o vulcão
E a lava escorre
De orgasmos acesos
Um sussurro morre
Nesses desejos presos
Em convulsão de sentidos
Nos entregamos perdidos
Em orgasmos loucura
Somente a vontade perdura
Aos instantes rendidos

musa em “Amor de Pele”

quarta-feira, 16 de abril de 2014

SERENIDADE - Sleep Dealer - Serenity

SERENIDADE

O
sonho da tua pele
Adamada
de alvura
O teu gosto a mel
O cheiro da loucura
A derramar
desejo
No ventre horizonte
A ser um beijo
Da tua
boca a fonte

A começar no umbigo
E a tua língua a
descer
Provocando o castigo
Em desmesurado prazer
Da
vontade o abrigo
Do amor que fazes comigo
Do tanto que fazes
estremecer
Sonhada excitação
Adormecida sedução
No sonho
a derreter
Loucos sentidos
Doce emoção

E vens
nesses jardins proibidos
Humedecer de orvalho manhãs de
amor
Na escuridão de jardins perdidos
Pela tua mão
provocas calor
E fazes sentir
Serenidade
Saciedade
Sensualidade

E
na noite o sonho é lírio é jarro é rosa é flor
É gozo
despudor
Desta nossa intimidade
...
musa


segunda-feira, 7 de abril de 2014

UM DESEJO ENTRE DOIS SENTIRES

Há metáforas presas por palavras num desejo
Entre dedos entrelaçadas loucas vontades
E nos lábios prisioneiro um último beijo
Libertando das nossas bocas tantas saudades

Murmuras em palavras escritas um amo-te sim
Sem chegares a dizer desse amor distante
Que importa o começo a loucura ou o seu fim
Fazes-te homem sentimento querer amante

Será por prazer excitação ternura dos sentidos
Sublimado amor partilhamos com feliz devoção
Somos tu e eu por esses desejos perdidos

Dizes-me importa apenas o amor que assim vivemos
Há entre nós loucura instante doçura paixão
Importa sim e sempre este tanto que nos queremos

musa