GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

quinta-feira, 18 de março de 2010

VULVA PALAVRA MEMBRO POESIA

... na excitação da descoberta... paramos o tempo para nos saborearmos rendidos à poesia...

os teus olhos são sangue e lágrimas do meu corpo que escreve...
vigília de versos nascidos em amor e sensualidade
loucura erótica poética serenidade
de todos nossos sentidos

espectáculo de poemas acontecidos
és tu em palavras e imagens toda... dás-te toda...
assim me consinto
és poetisa mulher sensual
de palavras consentidas
podemos sensualizar todas nossas palavras
fazendo versos no corpo
de um só sopro
emergir a mente
docemente

poesia estranha forma de vida
estranho consentimento dessa sensualidade
como espinhos onde eu me pico
pelo que de mim desnudo em palavras

podemos fazer poemas em conjunto
e sentir o que há dentro de nós

o teu corpo é um desejo sólido, dá-se no obscuro, à espera de um falo latente, de um desejo só, da única boca onde escorrem versos como gotas...

no mais ousado poema sentindo as brechas do poetar com sentidos à flor da pele
no verso da dor onde o desejo enterra a saudade e queima a doce abertura de ti...

em brocados tentamos, colarmos a pele aos dedos, o lábio ébrio, ao pénis voluto, uma palavra, devolve o orgasmo ao teu mundo

a flor desflorada no beijo néctar sorvido... o véu pétala descaído... ébria sede desejo palavra doce... devolvo-te poema orgástico selvagem como poesia voragem fosse

esse sentido tido membro e vulva aberta... na palavra secreta existe o mundo

pudesse eu ir nessa voragem latente e tocar a tua flor, chamá-la deusa, ser teu amor

e transformar a vulva na minha lembrança secreta, um corpo aberto ferida a volver para o mar orgástico

pátria corporal ensandecida por esse quase tocar... a pele caminhos humedecidos nesses rasgos desejos a flor colhida... torna-se vida nas tuas mãos devassadas dos meus sentidos dor
a dor transformada no beijo vulva, clítoris infinito, onde revolvo o tesão, na tua língua, nos teus seios, mergulhando infinitamente na dor da lonjura, quando não alcança ainda o corpo leve em teus braços

já me tens no teu caminho... dor prazer obstruída pela boca beijo alcança consente latente destemida assim se obriga a te seguir em passos onde a palavra cobre a tua sombra desejo sedução e nessa comoção finges ouvir meus gritos prazer dor

e ao te consentir ... deixo destino nessa estranha forma de vida entre razão e amor


sedução e prazer, ânsia de estar, não só imagino como ouço, vejo e toco, lambo e desço, no culminar já te pertenço, destino louco, ensandecida razão

almica sedução acontece tida na frescura da nascente das palavras rio meu corpo e mente aos teus sentidos partilhados como parte do tanto de mim palavra poetizada

partilhados os sentidos, presos nas palavras, reserva-se o lugar ao real, cujo sentido enobrece a palavra, feita gozo, pleno e obsceno entre seres da palavra e do sentido

sorvo teus orgasmos mentais escorre canto da boca esse sémen ensandecido pela descoberta loucura onde nunca pertenço um só sentido

porque palavra pranto escrita nunca foi procura em mim acontece... e de poemas se tece... choro poesia

sorve e lambe, pois sonho e teso, tento no sentido da palavra, escorrer prazer liquido de sémen, enquanto o verso penetra na carne

lindo final...e agora?... e agora... teia poemar... presa e predador

abre a teia, deixa penetrar, ser presa ou predador, tanto faz no amor

sem a destruição... presa... apenas com esse sabor... ser-te rendição e chama acesa em fruição

diluído estou no teu verso corpo, destruído vou ao teu encontro, onde desejes poetar, amar, abraçar, desejar...
difícil terminar... versos pele poema fel e mel esse dilema sem saber o que fazer

entrego-me fujo rendida já estou mas mesmo consentida nunca me dou

fruir-te...

porque a palavra é falo em meu verso e satisfaz o desejo que peço à poesia...

absorver-te...

na síntese desse sentido fruída absorvida escorro teu sangue escrita

porque Falo, é teu verso, enterro o meu no teu nome, e deixo ser te e seres até sangrarmos na noite

escorres e eu deixo, lambo como se ferida fosse, aguardo, a hora o momento, de poetar no teu jeito no real corpo demente

singrar-te seria barca em teu corpo poema casco abrigo mas nesse sentido temo ser mar rebeldia em rubro leito que da noite castigo queres poetar

e em nobre poesia assim de palavras por dentro ficar em ti... porque noite e dia... já me senti

instante...

musa & Joaquim

1 comentário:

Rita disse...

OI!! Quem e esse joaquim se me puder dar o mail era muito bom!!
bjs adoro este blog