GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DESEJO

DESEJO
Um fio de desejo
Escorre dos teus lábios
Suspenso do olhar
Caricia volúpia
Sagração
Na pele tingida de obscuridade
Meiguice excitação
Doce sensualidade
Loucura tesão
Teu prazer
Ainda um fio de desejo
A endoidecer
A mão
Há na tua boca caminho espera
Fazer deste Verão húmida Primavera
Ainda
Havemos de saber
Desejo que não finda
Vontade de te ter
Vens louco e excitado
Sobre o meu corpo cansado
Em gozo lento e atrevido
Desejando o mesmo sentido
Dócil gozação
Dura penetração
Excitação sem fim
Silenciado gemido
Ainda sinto a tua mão
Em mim
...

musa

E AGORA

E agora...
Todo este tempo que passou amontoou se na tua boca e não menos na ponta dos teus dedos hábeis em sussurrar gemidos como quem geme de prazer depois do auge atingido
E agora qual o sentido de tudo isto onde aprender a dar espaço ao tempo libertado em algumas horas prisioneiras de um desejo tão estranho e surpreendente de delírios de palavras sobreviventes ao silencio cantado por beijos sonhados na solitude dos nossos olhares
E agora e sempre o respeito desta cúmplice intimidade tão eterna como serena tão húmida como quente tão dócil como queixume de um olhar desviado pelo desejo concretizado e uma vontade vingada em carnal existir
Agora que fazemos nós deste doce sentir...
...

musa

BEIJO

BEIJO
Ainda há
o cheiro da tua pele
a incendiar sentir
Tacto e calor
Leve aroma cio
Suor a fingir
Sudação
Sentidos
Olhar sem pudor
Sensível macio
A escorrer
Como rio
Excitação
Gemidos
E o agridoce sabor
Da boca embevecida
De gozo melado
Torpor pecado
A pele esmaecida
De dócil amor
Provocado
Louco endoidecer
No gume de um beijo
Afável prazer
Desejo
...

musa

sábado, 8 de agosto de 2015

REENCONTRO - beijo te...

Num reencontro senti
Fogo brando em beijos de versos
Chamas ardendo meigos desejos
Sim eram esses teus beijos
Andavam dispersos
Que eu tanto queria
Fazer em ti
Poesia

E foram todos resgatados na intimidade
Corpos nus sobre o leito despido
Em busca incandescente
Intima obscuridade
Fogoso sentido
Mão quente

Acendendo bocas de luxuria e vontade
Corpos magma adormecido do vulcão
Em nudez endoidecida sensualidade
A loucura em chamas da excitação

Fogueira de tão louco querer
Ardem os beijos de sexo apetecido
Fundem-se os corpos em explosivo prazer
Era sim um desejo quase perdido
Mas voltou acontecer

Tinhamos o fogo quase extinto
Que um beijo resgatou do tempo
Mãos num reecontro faminto
Arde um fogo sem fim
Fizemos amor adentro
Mar e o teu olhar
Em mim
...

musa

quarta-feira, 29 de julho de 2015

IMAGINAS

IMAGINAS
O poema solto na pradaria do teu desassossego
Quando teus olhos penetram a medo
Vale encantado de um desejo
E era um beijo

Um beijo no limite da imaginação
Em provocante e doce excitação
Na flor dos seios do decote
Imaginada sedução

Seguem os teus dedos o recorte
Um cubo de gelo a derreter
A pele molhada a estremecer
Endoidecido prazer
Imaginas

Outro tanto que possa acontecer
O corpo e os sentidos que dominas
E fazes tudo querer

Seios imaginados em vale encantado
Cavalo louco a correr na pradaria
Do teu olhar enfeitiçado
Onde eu sei que me perderia
...

musa

domingo, 26 de julho de 2015

QUASE AMOR

No silêncio escuro da penumbra no espelho
Quase amor num sessenta e nove em delito
Rasga boca cumplicidade gozo em vermelho
Sussurros e gemidos até ao supremo grito

Na húmida língua provocando trémulo prazer
Suga beija em suavidade espasmos delirantes
Orgasmos múltiplos em afagos de endoidecer
A pele arde entre as mãos suadas e ofegantes

Sessenta e nove quase tudo dádiva amor carnal
A mais intensa entrega submissa dos amantes
Denso brilho de excitação provocante e sensual

A pose altar e prece chama acesa fogueira do olhar
Corpos extenuados em orgia de deuses insinuantes
Sessenta e nove orações para amar adorar e rezar
musa

sábado, 4 de julho de 2015

AMANTE

O AMANTE
Desde que estás casado, quantas vezes já traíste a tua mulher?
Sem o olhar, continuava a sentir o abraço apertado e a força do embaraço, diante da intimidade da pergunta, sabendo que ao responder, estaria a fazer a única confissão de traição que mais lhe custaria.
Quase a sussurrar, deixou escapar um sorriso de olhos bem escancarados, e gritou-lhe no silêncio da alma a profundidade do gozo das trezentas e trinta e duas mulheres que já tinham partilhado o prazer com ele. Afiançando-lhe a responsabilidade daquele trio numérico que lhe amordaçava a alma, em desassossego de virtude, era mais um número naquela sua agenda que só chegaria ao fim lá pelas trezentas e sessenta e cinco. Iria também ela ser traída por trinta e duas mulheres e meia.
A matemática nunca foi o seu forte.
Não se sentia uma traidora.
Chegava a cada encontro como se fosse o primeiro. Tímida, evasiva, trémula, amedrontada, tempestiva.
Ás vezes pesava-lhe a consciência com a dúbia sensação de pecado e falta, mas um lampejo de razão e rebeldia alumiava-lhe a ilusão de que o certo era ter o corpo amado e fodido, em vez de sentir a frustração e a carência das horas vividas tristes e solitárias.
Ainda que fosse somente um número na agenda do predador de sexo fácil, sentia-se a preferida, e o facto de ser repetidamente, procurada e chamada, a assumir funções na sua língua e dedos, dava-lhe confiança e alento para ceder ao pudor do sim, em negação, como que abrindo caminho a uma maior intimidade da sedução e cumplicidade que se fortalecia de encontros discretos em lençóis encharcados de fluidos de libertação e amor.
Porque ás vezes chegava a ser amor o que descarregava no seu corpo de beijos e abraços.
Amante ou amada cumpria a função de acreditar que essa partilha de sexo, deixando-lhe o corpo e a alma satisfeitos, era o elixir da juventude e a chama da sanidade mantida acesa avivando todos os sentidos numa consciência sadia da vida.
A puta da vida que se fazia de tão difícil nos últimos tempos com tanta crise, tanto desânimo, tanto desacato, tanto desalento, tornava-se um mar de rosas com o peso de um corpo por cima dela roçando-lhe as entranhas de húmido prazer.
Fazendo a sentir mulher a cada orgasmo, arrancado bem lá do fundo, e esquecidos todos os problemas da vida, nunca foder soube tão bem apesar do caos vivencial do espírito atribulado com que afundava naquele leito tomado de raízes pelo vazio com que ficava depois de tudo ceder ao eco da voz ordenando-lhe ir-se embora porque tarde se fazia e havia em casa alguém à espera.
Vir-se magistralmente em triunfo e glória. Outros orgasmos teriam que esperar.
O corpo quase saciado, esgotado, num cansaço doce, resistia a uma saudade que lhe ficava entranhada na pele cheirando a suor saliva e sêmen e como uma tela de arranhões marcas vermelhões, guardava o odor e sabor da íntima entrega com a promessa sem data marcada de renovação do gozo sexual e da dádiva afectiva de como os amantes vivem os pequenos instantes permitidos às escondidas da vida.
Assim que se começava a vestir logo esquecia esses momentos vividos na cama e debaixo da água a escorrer morna, no chuveiro, amansando- lhes os corpos sedentos de sexo.
A boca dele bebendo-a e saboreando-a e mordendo-a com uma fome insaciável desflorando-a de orgasmos loucos infindáveis.
Um amante consegue tanto em tão pouco tempo.
O que resta triunfal eloquente dócil, sem culpa ou compromisso, deixa a porta aberta a um mundo feito da fantasia, no sentir de uma realidade carnal e a efémera sensação de que o que é bom é para se viver.
...

musa"

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FRÊMITO BEIJO

Procuram-me as mãos do corpo frêmito da tua boca
Em febril ânsia desassossegando a pele que anseia
Teu sabor teus cheiros teu olhar que assim me incendeia
Deixando-me excitada trémula molhada e louca

Olhos desnundando todo o sentido em arte
Sedenta das tuas mãos e boca e ávido beijo
Do teu abraço sem que me canse ou me farte
Teu rosto abraçando todo meu corpo de desejo

E entre as minhas pernas te perdes em devaneio intimidade
Frêmito aceso fogo da língua fazendo desmaiar de prazer
Matando a sede e fome de orgasmos em intensidade

Vibra em pauta de sentidos sussurro murmúrio melodia
Frêmito de gozação a pele suada e quente a estremecer
Fazes da caricia chama acesa verso da mais tórrida poesia
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musa

quarta-feira, 24 de junho de 2015

NÃO

NÃO
Há lugares sagrados
Fendas alpendradas
Ousados pecados
Sendas nacaradas
Onde um não
É excitação
E dizer-te sim
É cereja no topo da boca gulosa
Chocolate e chantilly a emoldurar
E o teu olhar em frenesim
A orvalhar a rosa
Por desfolhar
Banana descascada a roçar
O vale da cobiçada doçura
Intensidade prazer
Dócil loucura
A endoidecer
Tão apetecível querer
Um quase consentido senão
Proibido sem temer
Vontade tesão
Dizer-te sim
Ou não
Indecisa mas sedenta delirante
Há sobremesas ainda a provar
No olhar delicioso amante
Fica sempre algo por degustar
...
musa

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CRÓNICA DE UM VERÃO SEM PRESSA

Reencontrei-te vésperas do dia mais longo do ano. A noite ainda era uma criança, a pedir colo ao teu olhar como se esses teus olhos tivessem braços e um regaço onde aconchegar o carinho que às vezes, só às vezes, me faz tanta falta.
Já nem me lembrava de como eram verdes os teus olhos com esse brilho da saudade fechada para alem de todos os entardeceres somados aos dias longos e aos dias pequenos feitos dessa marcha de dias festivos em que voltas sempre pelo sentir do prazer, a folia dos santos populares, o calor do Verão e os nossos corpos ávidos de uma tórrida aventura, a desmoronar o tempo e o silencio dentro de nós, e ainda todas as metáforas admitidas na escuridão com que iluminamos beijos em louca lonjura de apertadas mãos nos sentidos da nossa pele.
Gosto quando perdido do tempo regressa ao gozo manso desse reencontro sem cobrança de afectos.
E sussurras no meu ouvido que gostas do meu cheiro e do meu sabor.
E o dia mais longo do ano pareceu tão pequeno diante da imensidão do teu querer.
O desejo aninhou a distancia entre os teus braços e demorou se no prolongamento da pluralidade dos orgasmos humedecendo o teu ventre colado ao meu. Sabes agora que ainda ha vontade a roçar a noite carnal em penetração de horas húmidas, quentes, viscosas, sobre um banco das traseiras num beco escuro da madrugada rompida de gemidos ofegantes e espasmos noctívagos silente respiração de mãos e bocas despudoradas de afectividade.
Foi bom teres-me feito sentir que pode haver longos dias, longos instantes, longos sentires, e um tão pequeno brilho no olhar demorado do orgasmo conseguido na solitude de um beijo.
O calor da noite soltou no pescoço incendiado de fogo ardente a chama viva da irrequieta vontade de reviver o que sempre acontece quando nos aproximamos um do outro e a inevitável sensação de pertencer a esse insustentável dever de roçar lábios sedentos de beijos carnudos e molhados, abafando gritos de prazer em domínio indomável de corpos despidos pela tentação.
Sabes todos os pontos erógenos da evidente sensibilidade em que o toque é o imperador maior da soberania sensual codificada de todos os trilhos que levam ao encadeamento dessa atracção festiva da pele reinante do pescoço, nuca, lóbulo da orelha, lábios e língua, mamilos, nádegas, coxas e dedos, e ainda a penúmbra da intimidade onde chegas em rebeldia consentida.
Nunca te disse do encantamento vislumbre gotejante, tumefacto, hirto, teso, carnal, erecto, em chamamento gritante do eco solto e abafado da boca ou das colinas ou da clareira a pingar encharcada de excitação e no teu olhar o desespero de quem clama o silenciado gemido do extase em euforia.
E da mestria do teu dedo em fazer soltar todos os orgasmos presos no tempo longo da espera, a clitoriana dança da tempestiva excitação em todos os gerúndios sentidos ou sussurrados ao ouvido como confissão de provocadores desejos, és mestre a recordar-me a fragilidade do gozo em mim.
Volta sempre que o dia mais longo do ano possa ser no meu corpo um segundo mais de prazer infinito.
...

musa

sexta-feira, 19 de junho de 2015

CURVAS

São linhas tatuadas nas digitais do teu sentir
Rasto húmido dos teus lábios feito de saliva sémen suor
Limites silenciados da fronteira do amor
Alas da gozação em humidade e calor
E o teu olhar a consentir
Curvar sem pudor
No corpo a pedir
Um risco maior

Um traço esgrimido de excitação e loucura
Em tentação e ternura
Muito melhor

Todo o corpo a tracejado
O efeito desejado
Beija-flor
E o súbito orgasmo tecido
Riscos e cor
O doce gemido
Tépido clamor
A acontecer
Agridoce sabor
Das curvas do prazer
No olhar liquido rubor
Consentido endoidecer
A curvilínea do desejo
No céu da tua boca o beijo
Ávido de beber
...

musa

domingo, 17 de maio de 2015

DESEJO O TEU

Desejo o teu que apela ao cio
Invade silêncio insano imperfeito
Fica a bater ofegante no peito
Escorre na intimidade como um rio

Desejo o teu que abraça enlaçando
A cintura de vontade quase endoidecer
Os teus braços nos meus apertando
Em cumplicidade e excitante querer

Desejo o teu que estremece a flor
Endurece seios nas tuas mãos quentes
Como pétalas macias aveludadas sentes
Orvalho cio de tesão loucura o odor

Desejo o teu fogo aceso que provoca
O meu corpo com desejo intenso do teu
E o teu olhar guloso e doce o meu invoca
Em intimos preliminares levar-me ao céu

Desejo o teu entregue docil corpo a escaldar
Colado ao meu em declive profundo deslizante
Como se nesse mundo te tivesse como amante
E num abraço pudesse eu enfim tua alma amar
...

musa

sexta-feira, 15 de maio de 2015

DEVOÇÃO

Devoto de uma oração em mistérios sentidos
A um desejo que deus algum condena
Os teus olhos de amor tão rendidos
A essa prece sentimental serena

Que altar sagrada luz de círios acesos
E flores as tuas mãos pétalas de carícias
Os meus lábios nos teus de beijos presos
O corpo jardim de iluminadas delícias

A vontade em sussurros e abraços
De tanta emoção essa trémula ternura
De joelhos aos teus pés meus cansaços
As mãos dadas devaneios de loucura

E nessa intimidade cumprida promessa devoção
Em tão cúmplice liberdade sentida ousada
Sensualidade do beijo ao sexo doce excitação

Profanos caminhos de desvairado prazer
Assim louca meigamente provocada
Pelo teu devoto profundo querer
...

musa

terça-feira, 12 de maio de 2015

ORGASMO

ORGASMO

Vem mansamente as entranhas arrebatadas
Por uma sensação de gozo e tremor
Calor húmido de clareiras incendiadas
Arde um fogo lento a entorpecer
As entranhas a tremer
As mãos alucinadas
Lume querer

Vontade de ser invadida em doce roçar
Quente molhada sentida amada
Arrebatada de prazer
Até lá chegar
Endoidecer
De tesão

Essa loucura excitação
Que caminha por dentro em magnitude
Desassossega instiga domina inquietude
Afogueia olhar em sedução
Arrebata o sentir
Estremecer
Faz combalir
Gritar
Gemer
Vir
...

musa

segunda-feira, 11 de maio de 2015

DELEITE

DELEITE

Dois pomos dois gomos salientes
Dois frutos maduros por colher
Rijos macios duros marmóreos quentes
Deleite de gozação e de louco prazer

No tacto das mãos os bicos excitados
Incendeiam brilho do teu olhar guloso
Chamas preliminares de delitos ousados
Fazem arder no peito um fogo poderoso

Deleitados desígnios de um corpo provocador
Seios belos em desassossegado marfim
Quando teu corpo nu é arte em esplendor

Olhá-los firmes em tal pureza e sonho que visão
Excita e fere de tanta beleza sem fim
Arrebatando o desejo e a vontade em tesão
...

musa

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ESPERA

ESPERA
Perdi a conta aos dias a esperar te
Estreitando na lembrança angústia breve
A ânsia louca desassossegada de tocar te
Fazendo estremecer a pele solta e leve


O gozo bravio da tua boca saboreada
Um céu a descobrir a cada beijo
A maciez húmida em dança entrelaçada
Numa outra língua em fogo de desejo


E o teu olhar provocador penetrante
Enrijecendo seios em golpes de ternura
Os bicos duros na saliva excitante
Do mesmo modo que beijas de loucura


A flor humedecida e excitada
Estremecendo de doces espasmos
A escorrer a seiva macerada
De preliminares trêmulos orgasmos

Ao teu ouvido segredando
Invadindo a intimidade
Todo o corpo flutuando
Subtileza sensualidade
Sentir cumplicidade
A dois amando
De saudade
...
musa

sexta-feira, 1 de maio de 2015

INSTANTE

INSTANTE
Adormeço nua entre os lençóis
Revivendo o instante
Que o teu corpo amante
Se contorcia de prazer
E me fazia estremecer
De gozo excitação
E fazia gemer
Trago de ontem a tua mão
No afago da minha cabeleira
De sedução feiticeira
Fazendo me endoidecer
Num instante o querer
Que louca maneira
De arrebatar tesão
E fazer acontecer
Fundo orgasmo
Doce espasmo
A emoção
No teu rosto estampada gozação
Contentamento satisfação
Meiga vontade fruição
Vencemos os dois
Essa sedução
Pensamento
Feita instante
Loucura momento
Cúmplice intimidade
Na tua cama amante
Desvanece o sentimento
Prevalece a saudade
...

musa

quarta-feira, 29 de abril de 2015

NA INTIMIDADE AMANTE

Gosto da intimidade amante dos aromas dispersos pelos lírios do vale no nevoeiro de manhãs húmidas escorrendo na pele molhada debaixo do chuveiro.
Despir me do morno afecto dos lençóis com a planície semeada dos teus beijos e o rosto ainda orvalhado do sêmen nácar de êxtase tatuado desejo em forma de fogo com asas.
Gosto do afago corporal do leite macio dos teus olhos inebriando os poros em deleite carnal e o convite a degustar a chuva do banho quente em noite de Verão.
A humidade cúmplice da excitação em cascata provocando a nascente rio do seio das tuas mãos saciando a fonte ávida de ti.
A amante intimidade da espuma crescente cobrindo a pele de suor e cio arrebatando de prazer gozo sensualidade sedução em banho de orgasmos líquidos.
Sentidos e tesão.
...
musa

sábado, 25 de abril de 2015

INTIMIDADE NUA


Não conheço caminhos da tua mão 
Trilhos de húmida intimidade
Passos de ousada seduçao
Caminhando na tua cumplicidade

Abraços por sendas de segredos
Veredas perfumadas de sentidos
Laços desfeitos pelos teus dedos
De audazes enfeites despidos

E no palco de arrebatada timidez
Um gozo brilho de olhar prazer
Em recatado tremor da nudez

Íntimo o beijo da boca molhada
E todo o corpo a estremecer
Quando a clareira é encontrada
...
musa