GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

terça-feira, 2 de julho de 2013

GATICES... para ti meu gato...

A língua resvala entre os dedos do pé
Deixa rasto molhado de sedução
Há nos teus olhos enchente maré
Águas salgadas de doce tesão
E sobe em gatices de loucura
Provocando arrepios emoção
Num banho quente de ternura
A pele sente a procura
Do teu querer prazer
E numa vaga que perdura
Deixar acontecer
Louca excitação

Querer-se vir e ter
Em ousadas gatices
A tua língua humedecida
Quase a esmaecer
Sentida
A pele branca e nua
Num rio de mãos e sentidos
Os olhos cheios como a lua
De desejos proibidos
Ah… e a tua boca
Deixando-me louca
De vontade

Nos teus olhos castanhos sensualidade
Nos lábios vertidos doidos pecados
Nos meus escaldantes e molhados
As mãos amantes de saudade
Deixamo-nos fundir
Um quase vir
E ter

Sabes como me morres de prazer
A cada viva vaga do teu mar
Como a onda a desfalecer
Quando me estás a amar

musa

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CEREJAS & BEIJOS

Vou deixar que o tempo
Possa amadurecer
Como cerejas em beijos de boca
Deixando-me louca
Rendida ao prazer
De te sentir por dentro
E num beijo morrer
Mordido o alento
De assim te ter

Vou deixar-me vir
Na mordida cereja
Nas bocas partilhada
Como quem veleja
Mares por descobrir
Sentida no teu sentir
Rubra saboreada
Puro tesão

Beijos de cereja excitação
Na ponta dos dedos consumada
Sensual degustação
Trincas desejo em flor
Misturas sabores
De uma boca à outra
Deixas-me louca
Húmidos odores
Apetecida
Saliva e suor
Comida
Nossa rendição
O beijo de cereja em ti
Na tua boca loucura senti
Doido tesão

musa

QUERO-TE ... a um desconhecido

Quero-te
na areia na pele dos nossos sentidos
um frémito de sol no olhar
a convulsão do beijo
corpos colados perdidos
deitados frente ao mar
rendidos ao desejo
em vagas deixo-me beijar
doce ensejo
pele e sentidos ousas domar

as mãos tomadas de suor
ondas de fúria e maresia
nos olhos fazemos o amor
deixamos viver a fantasia

há um poema de línguas enrolado
o sabor a mar da orelha ao ombro
há nos teus olhos fogo e pecado
rochedo profundidade
areal escombro
louca sensualidade
logo ali no teu peito
onde nasce mar paixão
onde me afundo e me deito
a cada vaga excitação
em chamas desejo loucura
mar que ainda em mim perdura
musa

sábado, 15 de junho de 2013

MEL & FEL - Dueto com João

“Catedral subterrânea do prazer
Quando verei a luz da tua carne
e morrerei?

Entrar no teu cheiro
Invadir a tua dádiva
Aflorar o teu profundo querer
Beijar-te e beijar-te
Saciar-me da tua pele
E saciar-te
Sorver em teus lábios meu prazer
O meu e o teu
Se libertas em mim o teu desejo
E eu em ti
Seremos os ditosos escravos
Da luxuria redentora
Do viver supremo.”
João

Seremos o mel e o fel
Em altar de sentidos
Na eternidade do amor de pele
De mãos e bocas esculpidos
De sal e suor
Excitados

Os dois fundidos
Pele na pele desabrochados
Existes porque em mim amanheces
Na ténue claridade do sentir
De palavras sentidos teces
A luz das tuas mãos quase a florir
Gestos que nunca consenti
Mas tantas vezes aconteces
Dentro de mim
Do que vivi em ti
Tu e eu
Esperas e hesitações
Entre o inferno e o céu
Desejas aflorar o íntimo profundo
Secreto mundo infinito do altar das paixões
E eu espero
A hora amanhecida das emoções
Dar-te o cheiro a dádiva o mundo inteiro
O sentir e o querer
Morrer e viver do desespero
Esperar o prazer derradeiro
De saber sentir para te ter
Em dócil sedução
Na pele do sentido o prazer
Profano sagrado primeiro
Em despertado tesão

musa

segunda-feira, 27 de maio de 2013

PECADOS DE ESCRITA


PECADOS DE ESCRITA

Vejo-te ao fechar os olhos. É com o calor doutro corpo que se aprende a ver.
O sabor da língua deixa cair o entendimento em tentação. E o significado das palavras caladas pelo beijar faz o novo dicionário dos sentidos.
Assumo... tenho pelas palavras a cegueira quente dos sentidos e no pecado da escrita cometo o sentir mais mundano que línguas em profana vontade possam despertar ousando a pele do verbo inominado...
Pousa o teu prazer no meu corpo. É fundo o lugar onde depositas o teu desejo em mim. E no fim da caminhada estará o teu gemido a contar-me como susténs o êxtase que irá evaporar-se entre as nossas mãos.
Das areias presas no fundo humedecido das lagrimas ao sol dos dias entrançados nos dedos das mãos em versos caminhados nas palavras do prazer subtil em silêncio e poesia...
Toco na boca e descubro porque fica a língua molhada;
encontro o teu sabor; a água que irá secar-me por fora
e encharcar-te por dentro.
Troco essa humidade por maresia que me salga olhar em ondas de saudade desfeitas no peito cheio de lagrimas sorridas... Húmido mar que encontrei esperando me e que agora não me canso de olhar...
Eu queria ser todo negro
Como a noite que se deseja penetrar
Manchada de dia...
Perpetuada de horas claras e sombras
És obra de arte esculpida
pelo prazer e o desejo.
O esquecimento tem memória breve,
no teu corpo.
E o impulso onde se ergue a vontade
impõe a natureza aprisionada por dentro.
Há nas memórias da arte esculturas em esculpimento
Há nos sentidos o pensamento ressurgido do sentir
A arte esculpida de um desejo
Somente permitir
O teu beijo...
Duo, musa & Juan Pablo

terça-feira, 21 de maio de 2013

GUERRA SEDUÇÃO


GUERRA SEDUÇÃO

No frio ferro erotizado
Bélico desejo aprisionado
Corpo deitado em pecado
No canhão abandonado

Lua vermelha veste a pele
Encoberta de insatisfação
Na pedra negra do painel
Em prazer brando tesão

Nos sentidos excitados
Balas perdidas são a mão
Os desejos provocados
Na guerra da sedução
musa

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DUPLO SONETO VERMELHO


não há vermelho nas vestes dos girassóis
não há o branco nas pétalas perfumadas
mas há o teu cheiro na pele dos lençóis
e há a tua forma nas roupas amarrotadas

e há o teu corpo pedindo sossego ardente
na ânsia febril de um beijo incontestado
no rasto dos lábios de sabor doce e quente
no palpitante instante do desejo a pecado

e há os teus seios como carne em flor
maduros botões de um fruto por colher
sabores sensações em rubro florido amor
gozando o sentido no perfume do prazer

não há o pudor dos olhos abandonados
não há o frio no corpo trémulo e suado
mas há o teu gosto nos dedos cansados
e há o teu olhar penetrante provocado

há húmidas sensações que lentas se consomem
tremuras risos espasmos lâminas de punhais
na pele onde as ilusões em doce colo dormem

há toda uma vontade renascida aos poucos
em veredas de inquietação e gestos sensuais
inebriantes sedes que nos deixam loucos

há na encarnada seda o vermelho das delicias
acesa labareda que no corpo fica a arder
de uma fome que as bocas saciam de caricias

há sublimados momentos no rubro de um beijo
a começar nos seios o crescente querer
desponta no horizonte o poente do desejo
musa

quarta-feira, 8 de maio de 2013

ARESTAS DOS SENTIDOS


Fragâncias da tua pele moldada sentir
O meu desejo embainhado em teu tesão
Aromas fluidos beijos mão que me faz vir
Nas arestas dos sentidos de louca sedução

Loucura humedecida na ponta leve dos dedos
Vontade proibida a desvendar nossos segredos
Breve emoção bebida em lábios provocantes
Saciados pele e sentidos excitação de amantes

Excitados e vencidos em gozo penetração
Sentes todos orgasmos molhados e rendidos
Os dois perdidos amando em deliciosa paixão
Em investidas vibrando espasmos consentidos

Consentindo o peso do corpo sobre o meu
Sexos extenuados em combate de desejo
Mãos e bocas mordendo suave o beijo
Fazes-me vir nesse olhar que é só teu

Alma corsária na tua embebecida
És a minha loucura de doido instante
Sou tão mulher por ti apetecida
Doce corsário meu amante
musa

segunda-feira, 29 de abril de 2013

INSTANTE


Entreguei-te o medo a pele e os sentidos
Na euforia bêbada derramada instante
Saciei a fome bebida em gostos proibidos
Feita loucura insana no teu olhar amante

Era a tua mão numa corrida doce secreta
Explorando a gruta em humedecida paixão
Desflorando a flor desabrochada aberta
Em pétalas perfumadas de orvalhado tesão

Gritei silêncios de orgasmos empedernidos
Na boca mordida vontade profunda loucura
Por mãos e línguas em recantos escondidos
Desejo e excitação na presa intensa e dura
musa

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SONO DE DESEJO


Resvala o olhar perdido de loucura
Nas rampas húmidas de velado quadril
Descem mãos tímidas em rastos de ternura
Quase mundana quase insana quase pueril

Por caminhos da pele lavrados puro desejo
Olhos mãos e bocas rompem vontade febril
O sonho macho num sopro indecente beijo
Trilhos da língua obscena lavra excitação viril

Cumprem-se os sentidos em sensual prazer
Nas horas nos instantes de afável ensejo
Vinga beijo e desejo deixado acontecer
Na alma da pele em húmido fogo a arder

Pensamentos libidinosos de encanto estremecem
Lucidez transcendental de emoções primitivas
Loucura profunda carnal que os sentidos tecem
Adormecidas vontades deslumbram proibidas

Sexos em tesão derramam olhares pulsantes
Mãos que deambulam emaranhadas perdidas
Fazem do amor a loucura doce dos amantes
Nas teias eróticas das palavras sentidas
musa

terça-feira, 26 de março de 2013

DESEJO ... ao João


há uma pele nua
branca leitosa
espartilho peito
uma cor crua
quente desejosa
brilhando no leito
poros na obscuridade
húmida sensualidade
perfeita curvatura
surpresa loucura
a pele desnudada
brilha imaculada
negro corpete flor
aflorando desejo
dos seios o beijo
sangrando amor
doce oferecido
terno sentido
afago sensual
escorre carnal
erótica emoção
chama tesão
fogo excitação
pose fatal
musa

quinta-feira, 21 de março de 2013

SENSUAL MADRIGAL - ao poema sensual Feliz Dia da Poesia


disseras-me
que eu era a flor
em botão
carnal

num madrigal de cheiros
suplicas odores
fazia-mos então o amor
de toques sabores
de pele e sentidos
os dois perdidos inteiros
desabrochadas flores
orvalhados de doce excitação
entre caricias e gemidos
era toda a nossa rendição
em sensual madrigal
de sentidos carnal
noite e dia

a pele um poema
os beijos versos
o olhar a poesia

em descomunal sentir
jamais algum poeta
ousou em rimas florir
poetado botão
flor de húmidos madrigais
a rosa escondida
nos versos da excitação
nos umbrais
da vida
musa


terça-feira, 12 de março de 2013

SOLSTÍCIO DO QUERER



Sortilégio das palavras em silêncio de sentidos.
Há todas as horas no repasto do tempo com fome de versos e orações no altar do sentir.
Acendem se vontades ao pavio de beijos na tremula luminosidade do desejo aclaram se poemas por escrever.
Quero-te
Beijo te... sempre...


Desejo-te, poetiza,
No altar da minha viril vontade,
De joelhos rendida perante o símbolo macho erguido,
Boca, língua, mãos em devotada adoração,
Corpos caminhos de mãos em peregrinação,
Corpos sentindo o silêncio em sofridos olhares,
Almas fundidas na ânsia aflita das paixões,
Vazios saciados preenchidos repletos,
Exaustos, no tumulto de corpos, capitulamos,
De suores e lágrimas lavados...
Sonharemos então, talvez,
Os teus poemas...
Quero-te

Escrevo a tua Alma
O amor que me ensinam as tuas palavras
Na harmonia dos sentidos em profundidade com as emoções Imaginadas tu e eu... a sensualidade dos corpos omissos
No poema por fazer a eventual vontade nascida de um verso
Na mais intensa intimidade em profanado desejo
Aprisionado no tempo vencido pelo imaginar
Partilhado palavras as nossas
Quero te eu sei... queremo-nos por tudo
O que nunca ainda existiu entre nós
Beijo te sempre...
Quero-te

Quero escrever com emoções no teu corpo,
Folha em branco para a minha imaginação,
As palavras todas, nossas, escritas...

Beijo-te...
Quero-te

há fiapos de gelo desprendido
onde a luz absorve o frio
há no sentir o sentido
vago odor do vazio
pleno de ti

em toda esta brancura
há lembranças de emoção
ainda por viver

há a promessa loucura
nas palavras a sedução
das mãos feitas prazer
deixado acontecer

há sentires com alma
a doçura do querer
instante de quietude e calma
nossas palavras por viver

saberás esperar por mim
há a espera e a ilusão
todo este desejo sem fim
em sensual vontade
doce virtualidade
louca paixão

quero te...

É bom saber do teu querer
Sentir a tua vontade arrepia-me
É quase sentir a tua boca à flor da minha pele
A tua língua saboreando-me
Um silêncio de palavras num tumulto de emoções
Quero-te

No silêncio da montanha imagino a tua respiração
Após êxtase e gozo
Sensual sentir sagrado instante no altar dos corpos
O ritual de pele e sentidos
Quero-te

No calor do leito pontas de dedos em cio
Turgindo sentidos em flamejantes inquietudes
No odor de suspiros orvalhados de fluídos
Insaciáveis deléveis lábios
Tateando arrepios incontornáveis
Onde a pele é toda sentir
Quero-te

Desejo o teu despudorado prazer
A tua boca procurando o falo intumescido
As minhas mãos invasoras
Tomando o poder entre as tuas pernas
Vacilantes vencidas
Desejo-te… ajoelhada
Penetrada pela minha demente vontade de te conquistar
E ver no teu olhar submisso, a minha glória
Quero-te

Pelos caminhos da imaginação
Conduzo a mão em silenciada peregrinação
Numa oração de sentidos deslizo dedos
Em secreto altar deleito-me de sentir
Brotando a humidade da gruta feita de segredos
Sensíveis e silentes murmúrios por descobrir
Como será essa descoberta de conquista
Pelo teu olhar…
Quero-te

Deambulo na pele das palavras
Em erógeno silêncio
Faço do sentir valado de loucura
Em sensações instantes
No verso deslizado de puro prazer
A tua boca despertando a madrugada humedecida
De turgido orvalho em torrente de sentidos
Na convulsão do poema lavrado pela tua língua
Quero-te

Acordo em ti… metida em mim
Doce acordar
Sentir a tua boca vazia de palavras
Cheia de mim… beijo-te saboreando-me, em ti
Quero-te

Silente respiração da tua pele… que ainda não senti
Beijo-te… quero-te…
musa & antonio

domingo, 10 de fevereiro de 2013

PRELÚDIO DESEJO



errarei um arco de sentidos imperfeito
o palco das tuas mãos em vénia curvada
toda a pele vivida rendida tida
na pele do teu peito de beijos lavrada
na pele do teu ventre de beijos sentida
de sedução e sentidos desejada
desejo profano eleito viver no corpo já suado
altar de luz loucura claridade
flor de sensualidade e manso pecado
instantes de gozo pleno e de prazer
que nos teus olhos vejo incendiado
fogo aceso
corpo a arder
insano tesão
esse amor preso nas rédeas da tua mão...
musa

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TEOREMA DE SENTIDOS


nos espaços geométricos da matemática dos desejos há uma linha côncava de sensualidade que divide sagrados e profanos sentidos em contas sobre a pele como rosário desfiado de múltiplas sensíveis pérolas equacionais

há números carnais que aumentam a excitação e equações de sensibilidade que dão e tiram prazer na pele das contas por fazer mas é mais a multiplicação dos meus orgasmos que define a unidade do que é o meu sentir na teoria dos números fracionados de tesão
em poesia de sentidos

a insaciável soma de tudo o que te dou nessa aritmética de sensações que gozas por pura loucura de formas e conteúdos em denominadores comuns de suor saliva e sémen na ciência do raciocínio lógico e abstrato do desejo das quantidades, medidas, espaços, estruturas e variações dos nossos sexos fundidos num só

é o meu corpo a tua matemática aplicada

a teoria dos números fica na álgebra penetrada
musa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

VIR-SE


há em ti
não só
o poema
a mão que esgaça
caule desprovido de folhas
a dor desejo a açucena
despida de pétalas escolhas
orgasmo que amordaça
a boca fechada
no caule da flor
na haste abocanhada
o botão orvalhado
de rubra cor
entesado
se vem

Eros perdido
Em Éden ajardinado
Respira o aroma vertido
Do teu sexo empapado
Em fluidos odores
Bucais resíduos e cores
Onde sossega
A mangueira da rega
E o adubo das caricias
Espremidas delicias
Nessa adoração cega
Colhidas flores
No teu sentir

da mão o vento agita
o falo dançante
faúlha que crepita
fogo amante
em gozação
turgido tesão
boca delirante
dança com a mão
a lava prestes a expelir
o gozo perto de ser
a vontade a explodir
tanto o tesão de prazer
que boca e mão fazem vir
musa