GRÃO DE MALÍCIA

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Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

terça-feira, 27 de maio de 2014

DANÇA DAS BORBOLETAS


Como uma aranha de prazer
Os corpos unidos em fusão
Teia por tecer
Fio de tesão
Endoidecer
Excitação
Unidos

Gozamos de todos os sentidos
A dança ternurenta das borboletas
Segredamos caricias secretas
Nas nossas peles despertas
De intensa vontade
Profunda saudade
Louco vibrar
Fundidos

Os dois assim rendidos
Em harmoniosa melodia
À procura do orgasmo lento
Quase gozo quase tortura
Intenso sedento
Em dança fantasia
Levas-me à loucura
Perdidos no tempo
Dançamos a esvoaçar
Inquietante vibrar
Vaivem estimulante
Teu carinho de amante
Meu casulo penetrante
A teia dança entras e sais
E no meu olhar o desejo
A boca a pedir-te mais e mais
A flor fundida no teu beijo
Do falo entontecido
Húmida secura
Na minha boca bebido
Ávida sede loucura
...

musa

2 comentários:

Anónimo disse...

As minhas mãos procurando a tua pele
encontrando o momento certo de te entrar
conseguindo o milagre natural de te ver
arquear
de prazer.

As minhas mãos procurando a tua pele
encontrando sempre o momento certo de te entrar
nos orífícios desejosos
em todos os teus orifícios
frementes como tu.

As minhas mãos cegas de tanto ver
sábias de tanto saber serntir - sentir-te.

as minhas mãos que te levam
até me exigires em ti.

as minhas mãos que me guiam pelo caminho do teu desejo
até encontrares o meu desejo
e aí... aí...
as minhas mãos segurando-te contra mim
enquanto me arremesso contra ti - penetrando-te
marioneta de prazer no meu teatro impúdico.
E mesmo aí as minhas mãos sabendo ver
em cada recanto do eu corpo um nicho de prazer
sobre o prazer dentro de ti.

J.

MUSA RENASCENTISTA disse...

Olho as minhas mãos de mar...

Olho minhas mãos marcadas
E sobre a água salgada cinzenta
Espuma branca de vagas
E a minha pele macilenta


Olho as minhas mãos pedras
Húmidas esverdeadas
Berço das ondas amotinadas
Vindo morrer à beira-mar


Mãos que se aninham na tua mão
A coberto do mar de nevoeiro
Unem cinzas ondas na solidão
Aperto firme zeloso companheiro


Olho minhas mãos esbranquiçadas
Dedos longos como o mar imenso
De nódoas negras engelhadas
Frio sal rugoso denso


Mãos maresia gretadas da vida
Mãos leme de intenso navegar
Mãos gaivotas de pele enraivecida
Mãos porcela tempestade no mar


As minhas mãos são o sal e o lodo
Âncoras em águas por desbravar
...
musa