GRÃO DE MALÍCIA

A minha foto
Miramar, Norte, Portugal
GRÃO DE MALÍCIA … poemas escritos de desejos e divagações... onde está a poetisa... que vai escrever os poemas memórias de sentidos tidos… onde está a poetisa...que escreve poemas, nua ao pé da cama, que os interrompe para beber inspiração? … sou apenas quem está mesmo por detrás de ti... com a boca colada ao teu ouvido, segredando-te pequenas coisas que tu sentes...de olhos fechados. ana barbara sanantonio

sexta-feira, 18 de março de 2016

AMO-TE

AMO-TE

Não me lembro
De alguma vez
Ter escrito
Amo-te

Ter enfeitado
Com amor
A geometria
Das palavras
Na aritmética
Dos sentidos
A filosofia
Emotiva
Do sentir
Os números
Convertidos
Cardinais
Carnais

Ou a geografia
Gestual
A pontuar
A grafia dos dedos
Em sussurros segredos
Desse amor fatal
Na estrada do olhar
A virar direcções
Numa morte pequena
A desorientar corações
A inventar o poema
No mapa dos sentimentos
De variáveis coordenadas
Imutáveis indeléveis a vida serena

Onde em matéria de pensamentos
As palavras encontradas
Servem para iludir beijos
De tantos feitios e maneiras
No sentir desconcertado de desejos
A ilusão mais contida
Quando dizer amo-te
É abrir fronteiras
Da vida
...

musa

6 comentários:

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

"Amar-te é um doce delírio de vida
Amar-te é minha própria guarida
Sou teu, amo-te com amor incondicional...
Amo-te. És meu bem meu mal..."

Delícia te ler. Pena que a Musa me despreza nem publica meus comentários....

MUSA RENASCENTISTA disse...

Que amor sentir flui do verso
Incondicional ou derradeiro
O sentimento maior do universo
Nunca dele queira ser prisioneiro...

Beijo poetico com amor dos sentidos... A sua sensibilidade e sentimento...

Grata por me ler com emoção PDR

Jorge disse...

Sublime este poema...

MUSA RENASCENTISTA disse...

Obrigada Jorge
Beijo poetico ao teu sentir...

Anónimo disse...

Amar-te e sonhar-te
Ter-te e desejar-te
Lupina vontade da caça
Escrever-te pois o desejo não passa...

Pedro

MUSA RENASCENTISTA disse...

tudo passa Pedro... as emoções fortes diluem-se pela ausência silêncio e separação dos sentidos ou palavras que demoram a encurtar sentir... nada fica como dantes...

beijo te...